Blog 27 Maio 2018

O que é disbiose intestinal?

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O intestino humano possui aproximadamente 100 trilhões de bactérias (a chamada microbiota intestinal), dentre as quais mais de 400 espécies diferentes vivem em perfeito equilíbrio. O desequilíbrio dessa “flora microbiana” é chamado de Disbiose Intestinal. No intestino,há o predomínio da microbiota probiótica, ou seja, composta por bactérias com reconhecidas ações benéficas para o organismo, representadas pelas Bifidobactérias e Lactobacilos (Paschoal, 2017). Os probióticos são definidos como microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro (Food and Agriculture Organization Das Nações Unidas, 2002). Porém, há ainda a presença da microbiota patogênica, ou seja, com potencial nocivo, dentre as quais: Clostridium, Pseudomonas, Klebsiela e Enterobacter.

O quadro de disbiose acarreta em alterações inflamatórias e imunológicas, provocando alguns sintomas como diarreia, ou alterações do ritmo intestinal, dor abdominal, flatulência e constipação, além de infecções do trato genito-urinário, intolerância à lactose, piora da imunidade, fadiga, depressão, falta de concentração e doenças inflamatórias intestinais, como a doença celíaca, que é causada principalmente por um aumento do número de bactérias gram-negativas e diminuição do número de bactérias gram-positivas. A microbiota probiótica exerce funções fundamentais para a sobrevivência dos seres humanos, por exemplo: proteção, imunomodulação e benefícios nutricionais.

Assim, para garantir o crescimento e reprodução das Bifidobactérias e Lactobacilos é necessário que elas encontrem os substratos ideais, ou seja, fibras solúveis, insolúveis, amido resistente e oligossacarídeos. A fermentação desses componentes alimentares, também conhecidos como prébióticos, no intestino estimula o crescimento das espécies, causando alterações significativas na composição da microbiota intestinal pelo aumento do número de probióticos e pela redução no número de bactérias potencialmente patogênicas. Com a fermentação destes substratos pelas bactérias, ocorre a produção local de ácidos graxos de cadeia curta (propionato, acetato e butirato), que atuam na regulação do metabolismo de lipídios e glicose no fígado e ainda fornecem energia às células intestinais. Além da produção de AGCC, há produção de ácido lático e gases, com consequente redução do pH intestinal e estimulação da proliferação de células do intestino.

Fibras solúveis, insolúveis, amido resistente e oligossacarídios estão naturalmente presentes em alimentos de origem vegetal, como cebola, alho, tomate, banana verde, cevada, aveia, trigo, mel, talos, raízes, folhas e sementes de diversos vegetais. O consumo de alimentos ricos em gordura saturada, açúcares refinados, alimentos ultraprocessados, altera significativamente as proporções de bactérias comensais no trato gastrointestinal, influenciando assim, na alteração da microbiota intestinal.

A prevenção e o tratamento nutricional têm como objetivo manter o equilíbrio do organismo.

A alimentação deve consistir de alimentos que possuem FOS (frutooligossacarídeos), como cenoura crua, alho-poró, além de frutas e cereais. Os FOS estimulam seletivamente o crescimento de bactérias benéficas reduzindo as bactérias patogênicas do trato gastrintestinal.

Contribuem para o bom funcionamento intestinal:
•Cereais integrais: aveia em flocos grossos, farelos, granola sem açúcar industrializado, milho;
•Frutas frescas, com bagaço e casca quando possível: banana-d’água, laranja, mamão, maracujá, manga, tangerina, abacaxi, figo, melancia, melão, tamarindo, uva, kiwi, pêssego;
•Frutas secas: ameixa, damasco, banana, uva, abacaxi, mamão;
• Hortaliças com talos: folhosos, quiabo, cenoura crua, beterraba crua, jiló, repolho;
•Leguminosas: feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico, vagem e soja em grão;
•Oleaginosas: linhaça, gergelim, castanhas em geral, azeitona;
•Alimentos integrais: pães, arroz, biscoitos, macarrão.

CHÁS
• HORTELÃ (antiparasitário, flatulência, dispepsia, erupção e má digestão, atividade antiespasmódica, aumenta a liberação de ácido clorídrico (HCl), aumento de fluxo da bile pela vesícula, efeitos antibacterianos, efeito antiviral e fungicida, efeito sobre liberação de histaminas.
• GENGIBRE – (antibacteriano, antiparasitário e antifúngico) – Estimula a secreção ácida gástrica, aumenta fluxo da bile pela vesícula, reduz a formação de gases, antiemético, hepatoprotetor, supressor de prostaglandinas, inibe agregação plaquetária.
• FUNCHO/ERVA-DOCE – aumenta produção de saliva, o movimento peristáltico e enzimas pancreáticas.
• ESPINHEIRA SANTA, CAMOMILA, SÁLVIA – interessante para recuperação de mucosa, reduzem a formação de gases.

Evite:
• alto consumo de açúcar
• Evitar carne vermelha (intercale com carnes brancas, ovos e proteínas vegetais
• Excesso de café e alimentos contendo cafeína
• Leveduras (fermento, levedo de cerveja, vinagre)
• Maionese, catchup, molhos industrializados, molhos de saladas, frutos do mar, salsicha, linguiça, embutidos em geral, refrigerantes.

 A microbiota probiótica exerce funções fundamentais para a sobrevivência dos seres humanos, por exemplo: proteção, imunomodulação e benefícios nutricionais.

Os principais benefícios dos probióticos incluem:

  • Combater e prevenir doenças intestinais como colite, síndrome do intestino irritável, doença de Chron e inflamação intestinal;
  • Combater doenças como câncer, candidíase, hemorroidas e infecção urinária.
  • Melhorar a digestão e combater a azia;
  • Combater a prisão de ventre e a diarreia, regulando o trânsito intestinal;
  • Aumentar a absorção de nutrientes, como vitamina B, cálcio e ferro;
  • Fortalecer o sistema imunológico, por aumentar a produção de células de defesa chamadas macrófagos;
  • Impedir a proliferação de bactérias ruins no intestino;
  • Ajudar a digerir a lactose, especialmente em pessoas com intolerância à lactose;
  • Prevenir problemas como obesidade, colesterol alto e hipertensão;
  • Prevenir alergias e intolerâncias alimentares.
  • Diminui SOP (Síndrome do Ovário Policístico)
  • Melhora da performace
  • Diminuição da mortalidade em recém nascidos
  • Diminui sepse, infecções intra-abdominal, distenção abdominal e rejeição agida de transplante

Valorize a alimentação natural, consuma alimentos in natura de acordo com a safra e com a nossa biodiversidade. Conjuntamente, faça a redução no consumo de produtos alimentícios e, consequentemente, de seus aditivos químicos. Dessa forma, você vai disponibilizar ao seu organismo mais nutrientes e compostos bioativos, essenciais para a manutenção da saúde intestinal. Procure um Nutricionista para adequações do seu plano alimentar e orientações personalizadas. 

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